Não sei se é maremoto ou calmaria o que passa aqui dentro. Mil coisas se destroem e o barulho é ensurdecedor mas, de alguma forma, o silêncio permeia tudo.

Inércia crava suas garras bem fundo. Não é estática mas é um movimento retilíneo infinito para lugar nenhum. Avançar para perceber que aquilo que agarras é apenas a própria cauda.

Nada muda. As pessoas esbarram em você, seus sorrisos são intoxicantes. Um vício pelo vislumbre do seu reflexo no olhar do outro, para perceber que estes não te enxergam.

Você se partiu tanto, que não existe mais porta para entrar. E agora estamos aqui, eu e tu. O monstro e nada…e mais ninguém.

Eu sou a pessoa do outro lado do espelho.

Eu sou a pessoa do outro lado do espelho.